A importância da academia para o crescimento da indústria

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A importância da academia para o crescimento da indústria

(*) Alfredo Ferrari

(07/08/2016) – Após quase duas décadas de crise política e econômica vivenciada pelo Brasil, que provocou um processo de desindustrialização de suas indústrias de manufatura, começa-se a vislumbrar um movimento de crescimento, demonstrado pelos últimos índices de produção.

Obviamente, uma retomada mais robusta deverá levar ainda mais algum tempo, que dependerá das políticas econômicas e industriais que o atual governo federal, assim como os próximos, deverá praticar. A retomada da confiança dos empresários será decisiva nesse processo da retomada dos investimentos.

A consequência desse período decadente para a indústria, que gerou elevado índice de desemprego, foi, de um lado, a perda da força de trabalho especializada e, de outro, o desestímulo para a formação de uma nova geração de profissionais para a área técnica.

Por outro lado, enquanto a grande maioria das empresas nacionais deixou de investir durante esse longo período de crise, constatou-se no mundo industrializado um forte desenvolvimento tecnológico, através da aplicação de máquinas e equipamentos de altíssimo rendimento, além de métodos digitais avançados de controle da produção, que teve como consequência acentuados aumentos da produtividade e a obtenção da excelência dos produtos manufaturados.

O Brasil terá que remar muito para atingir estes dois objetivos. E para atingi-los, caso as políticas econômicas e industriais proporcionarem tais condições, a formação de mão de obra – voltada para as modernas tecnologias e métodos de trabalho nos novos ambientes de produção avançados – será fundamental para atender as necessidades que se farão prementes.

As principais universidades, escolas técnicas e de engenharia do país, juntamente com a Confederação Nacional da Indústria, já identificaram essas necessidades e estão promovendo diversas estratégias e atividades para a formação da mão de obra especializada, voltada para estas novas tecnologias.

Por se tratarem de recentes metodologias, muitas delas inéditas no país, será necessária, de forma prioritária, a formação do corpo docente que irá preparar a nova geração da força de trabalho especializada. De outro lado, as academias deverão realizar investimentos para equipar os seus laboratórios e salas de ensino.

Este será o caminho para se reconstruir e fortalecer a indústria de manufatura brasileira, recolocando-a de volta ao seu patamar de destaque que sempre ocupou. E, oxalá, este viés de crescimento prossiga positivamente.

(*) Alfredo Ferrari é engenheiro mecânico e vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da Abimaq.

Fonte: Usinagem Brasil



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