Sondagem aponta expectativa de recuperação da indústria

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Sondagem aponta expectativa de recuperação da indústria

(09/10/2016) – A expectativa de aumento na demanda por produtos da indústria e o aumento nas compras de matérias-primas por parte do setor são sinais de uma possível recuperação da produção industrial. Esta é uma das conclusões do Boletim Indústria do Ceper/Fundace, elaborado com base em dados da CNI – Confederação Nacional da Indústria, disponíveis até agosto.

O índice de Sondagem Industrial mostra estabilidade no indicador que mede a “demanda por produtos da indústria”. Na comparação de julho com agosto o indicador se manteve praticamente estável, atingindo 55 e 54,9 pontos, respectivamente. Valores acima de 50 pontos indicam expectativa positiva, ou seja, elevação. O fator “compras de matéria-prima” atingiu 52,2 pontos, com alta de 0,3 ponto e também segue acima da marca dos 50.

Entre os valores que compõem a sondagem industrial, apenas o índice de expectativas do número de empregados segue abaixo da linha dos 50 pontos. Em agosto, o resultado foi de 47,9 pontos, com alta de 0,1 em comparação com julho, indicando que o empresário industrial espera por demissões no setor.

Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), composto pelas condições atuais das empresas e pela expectativa dos empresários da indústria, mostra que as condições atuais seguem tendência de crescimento, embora continuem abaixo da linha dos 50 pontos.

Em contrapartida, as expectativas com relação às condições da empresa para os próximos seis meses são otimistas. De agosto para setembro o indicador de expectativas subiu dois pontos, indo de 58,2 para 60,2 pontos.

Outro indicador que compõe o Boletim Indústria reúne dados sobre a variação percentual da produção acumulada no ano, tanto da indústria brasileira quanto do estado de São Paulo. Os números mostram que a produção industrial foi menor nos últimos 12 meses (entre setembro de 2015 e agosto de 2016), que nos 12 meses anteriores.

No Estado de São Paulo, essa queda foi de 7,5% enquanto que no Brasil chegou a cerca de 8%. “Este resultado é uma consequência, principalmente, da crise econômica e do cenário externo fraco”, explica Luciano Nakabashi, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão preto da USP e coordenador do boletim. A variação acumulada, entretanto, tem melhorado nos últimos meses, tanto do Brasil quanto no estado de São Paulo.



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