Pequena indústria ainda não viu melhora com Temer, aponta pesquisa.

Gostou? compartilhe!

Saiba mais sobre Pequena indústria ainda não viu melhora com Temer, aponta pesquisa.

Pequena indústria ainda não viu melhora com Temer, aponta pesquisa.

Os dois primeiros meses do governo interino de Michel Temer não foram suficientes para reverter o quadro de desalento na atividade da pequena indústria, mas o setor prossegue esperançoso. A 40ª edição da pesquisa Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria indica que 75% dos entrevistados acreditam em uma gestão pública melhor com Temer do que o governo anterior.

Para 60%, o governo interino vai tornar as coisas melhores para o seu setor de atividade, ao passo que 23% dos entrevistados consideravam a nova gestão “ótima” ou “boa”.

A pesquisa do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), realizada pelo Datafolha entre os dias 10 e 23 de junho, mostra que o primeiro semestre terminou com um quadro de completa estagnação da atividade e das expectativas.

Uma das maiores preocupações dos entrevistados foi em relação à carga tributária: 75% consideram que os impostos “dificultam muito” o desempenho da empresa. O quesito se mantém nesse patamar desde o início do ano.

O cenário está ainda mais deteriorado em função do aumento da inadimplência por parte dos clientes. Em junho, 52% das micro e pequenas empresas contempladas na pesquisa sofreram atraso de pagamento. A estimativa é que esses atrasos ultrapassem 30% do faturamento total dessas empresas.

A crise e a falta de perspectiva levaram à manutenção do menor índice de investimento histórico do segmento. De acordo com a pesquisa, apenas 9% realizaram algum investimento em junho. O quesito inclui gastos com máquinas e equipamentos, manutenção ou em espaço físico. O número repete o desempenho da pesquisa anterior. Questionados sobre a intenção de efetuar novos investimentos agora em julho, 88% dos empresários do segmento responderam que não.

“Com a ausência de sinais positivos na economia até agora, o cenário ruim se manteve”, afirma Joseph Couri, presidente do Simpi. “Espera-se do governo federal medidas concretas para que a situação melhore e possa haver uma sinalização positiva.”
O capital de giro insuficiente é outro problema apontado pela pesquisa: 60% dos entrevistados disseram estar nessa situação. As empresas do setor, segundo o Simpi, têm recorrido ao crédito para atender à necessidade de caixa do dia a dia. O meio mais utilizado tem sido o limite do cheque especial. Apesar dos juros elevados, essa é a modalidade escolhida por 24% dos entrevistados. Recorreram ao empréstimo pessoal 4% dos empresários, ao passo que 12% operaram com empréstimos à pessoa jurídica.

Fonte: Valor Ecônomico



Gostou? compartilhe!

Receba NewsLatter da LÖSUNG BRASIL